terça-feira, 19 de abril de 2011
Encontro1 : 20 de abril de 2011
estudo individual:
Cada participante foi convidado a pensar uma primeira proposta de partitura de ações, seja do ponto de vista do diretor ou do ator.
Leitura do cap.1 do livro "O Lamento da Imperatriz" de Solange Caldeira.Leitura de metade do material escrito por Fabio Cypriano em "Pina Bausch"
Aula:
1. Exibição do documentário: História da Dança Expressionista Alemã (série DANCE OF THE CENTURY. (41 MIN)
2. Primeiro debate
3. Exibição do filme "O Lamento da Imperatriz", dirigido por Pina Bausch. (74 MIN).
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11 comentários:
As possíveis relações do corpo do ator-dançarino com o espaço real são fascinantes quando exploradas a partir de sua concretude e materialidade. Em "O Lamento da Imperatriz", lembrei que lama, neve e chuva são coisas diferentes.
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Primeira idéia para a intervenção na Av. Paulista: um coro de 4 mulheres com vestidos longos e floridos. Cada uma carrega uma moldura de quadro (somente a armação, sem o quadro em si). A moldura pode recortar ou emoldurar objetos escolhidos ao longo da ação. Assim, partituras com essa moldura podem ser criadas, sempre com o princípio da coralidade.
ANA JULIA MARKO
É impressionante como o filme "O Lamento da Imperatriz" recria em nós estados tão indeléveis remontando essa idéia de um orgiasmo (Sic), (" A Sombra de Dioniso" de Michel Manfesoli), onde voltamos a um prazer da cultura da oralidade e de arquétipos primitivos, dentro de um universo intrinsecamente feminino e visceral da mãe Gaia, que não se subjuga e, que na opressão se torna mais criativa e plena. O cômico está no embasamento da vida e a visão trágica é quase uma intromissão (sic) (Bakhtin) Em um mundo urbano e competitivo, masculino e dominador, questões básicas de sobrevivência se suavizam entre as rachaduras do concreto ou brotam entre as ruína de uma guerra quase num estado de plenitude. Essa dualidade cria em nós um frenesi igualmente criativo... dá vontade de pular, gritar rir, dançar, chorar ou apenas se deixar...
O filme O Lamento da Imperatriz foi uma experiência sensorial muito interessante, incrível a capacidade de integração corpo-espaço que acontece durante o filme. A música também tem um papel indíspensável, sai da aula com a trilha sonora na cabeça e com vontade de dançar pelo espaço urbano... de experimentar um pouco o filme!
Assistir a "O Lamento da Imperatriz" me fez refletir sobre a relação do intérprete com o espaço "de cena". Esse relacionar-se com o espaço da cidade - que é de todos e é de ninguém - e que movimentos, idéias, palavras e sensações este espaço pode sugerir, particulamente, é um dos meus principais interesses enquanto artista e educadora.
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Uma primeira idéia para a intervenção: Em uma faixa de pedestre da Avenida, um homem e uma mulher atravessam normalmente, vindo de lados opostos. Quando estão frente a frente, se abraçam e deste abraço desenvolvem uma dança lenta, de curta duração (o tempo de o sinal abrir) e subitamente interrompem a dança para continuar a trajetória que faziam.
Natalia Tomaz Vianna
Assistir "O lamento da imperatriz" me levou a um estado de extase, todas as acões desenvolvidas no video me remetearam a uma dramaturgia interior e o mais legal é que se tratam de particularidades coletivas, posto que há uma sitonia das acões entre os participantes. Durante a exibicão não parava de pensar na intervencão da Av. Paulista, varias ideias surgiram, também pensei na faixa de pedestre para fazer alguma coisa,pensei em uma partitura em que uma pessoa não conseguisse atravessar a rua e tivesse que pedir ajuda aos transeuntes para executar essa ação...Penso tmb em muita mobilidade na Av. tipo que legal seria se ussassemos patins...
Camila Grimaldi
Lamento pictórico. Combinação entre paisagem, corpo, figurino, música. As múltiplas imperatrizes destronadas, decadentes, dançando contentes na neve. Suspensão poética, principio de transe, um êxtase desconfortante.
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Uma idéia para a intervenção: No centro do vão livre do MASP um tapete vermelho delimita uma passarela. Diversas "imperatrizes" atravessam "desfilando" suas danças/partituras.
Música: Marcha Nupcial....(rs, não resisti)
Katia Lazarini
Os DESLOCAMENTOS! Necessidade de transportar, retirar do habitual, transgredir, poetizar e criar o inefável. Deslocamentos, passagens e redimensionamentos. A emoção continua dentro. O caminho de expressão é transformado - "me surpreenda"! - anseia o expectador. São os deslocamentos que mais me encantam em Pina de "O lamento da Imperatriz".
"O Lamento da Imperatriz" foi uma experiência sensorial. Da platéia do teatro, no escuro, com os olhos cansados vivenciei algo que me motivou para a posterior leitura.
Lembrei-me da chuva que lava, da neve que resfria e da lama que envolve.
Danielle Rosa
Para um lamento!
Corpo pari, movimenta, mexe, respira, grita, chora, se pinta, se transmuda, ultrapassa... A neve que quase para o mover-se, o peso que quase lesa o suportar-se...
Som de caos, de concreto, de verde, de cinza... Sons de corpos viventes em arquiteturas imperiais de concreto!
Fernanda Machado
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